Mickey 17
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filme de 2025 dirigido por Bong Joon-ho
| Mickey 17 | |
|---|---|
Pôster do filme | |
| Coreia do Sul[2] Estados Unidos[2] 2025 • cor • 136[3] min | |
| Gênero | ficção científica |
| Direção | Bong Joon-ho |
| Produção | Dede Gardner Jeremy Kleiner Bong Joon-ho Dooho Choi |
| Roteiro | Bong Joon-ho |
| Baseado em | Mickey7, de Edward Ashton |
| Elenco | |
| Música | Jung Jae-il |
| Cinematografia | Darius Khondji |
| Edição | Yang Jin-mo |
| Companhias produtoras | Plan B Entertainment Offscreen Kate Street Picture Company |
| Distribuição | Warner Bros. Pictures |
| Lançamento |
|
| Idioma | inglês |
| Orçamento | US$ 118 milhões[4][5][6] |
| Receita | US$ 133 milhões [7][8] |
Mickey 17 é um filme de ficção científica com elementos de humor ácido, lançado em 2025, escrito, produzido e dirigido por Bong Joon Ho.[9][10][11] A obra é baseada no livro Mickey7, de Edward Ashton, publicado em 2022. O filme é estrelado por Robert Pattinson no papel principal, ao lado de Naomi Ackie, Steven Yeun, Toni Collette e Mark Ruffalo. Ambientado no ano de 2054, a trama acompanha um homem que se junta a uma colônia espacial como um "Descartável" — um trabalhador substituível que é clonado sempre que morre.
Mickey 17 teve sua estreia mundial em Leicester Square, em Londres, no Reino Unido, em 13 de fevereiro de 2025, e foi lançado nos cinemas pela Warner Bros. Pictures em 28 de fevereiro na Coreia do Sul e, posteriormente, no Brasil e em Portugal em 6 de março. O filme recebeu críticas geralmente positivas, arrecadou 133 milhões de dólares mundialmente, mas foi considerado um fracasso de bilheteria.
1. Enredo
Em 2050, para escapar de um agiota assassino, Mickey Barnes e seu amigo Timo se juntam a uma tripulação de nave espacial para colonizar o planeta de gelo Niflheim. Timo se torna piloto de transporte, enquanto Mickey é contratado como um "Descartável", um trabalho controverso que envolve tarefas extremamente perigosas. A morte resulta na criação de um novo clone dele com memórias restauradas através de um processo chamado "reimpressão". Durante a viagem, um romance se desenvolve entre Mickey e a agente de segurança Nasha.
Quatro anos depois, a nave chega a Niflheim. Após experimentar e sacrificar múltiplas iterações de Mickey, os cientistas da nave desenvolvem uma vacina contra os patógenos do planeta. O décimo sétimo Mickey é enviado para capturar uma forma de vida nativa apelidada de "Rastejantes",[1] mas cai em uma fissura. Timo recupera o valioso lança-chamas de Mickey, mas, por conveniência, deixa Mickey para morrer. Rastejantes cercam Mickey, mas em vez de comê-lo, eles o carregam para a superfície.
Mickey retorna à nave e fica surpreso ao descobrir que um Mickey 18 agressivo foi impresso. O líder da expedição, o político Kenneth Marshall, jurou que, no caso de "Múltiplos" (clones), todos os clones seriam eliminados. Como resultado, Mickey 18 tenta matar Mickey 17, mas o 17 sugere que eles se revezem secretamente nos deveres e nas mortes para sobreviver. Os dois são interrompidos quando testemunham Timo vendendo combustível de lança-chamas como drogas. Furioso com os abusos de Timo, Mickey 18 tenta matá-lo, mas desiste quando é interrompido por Nasha. O 18 sai com Nasha, enquanto o 17 é levado para jantar com Marshall, sua esposa Ylfa, e o agente de segurança Kai. No jantar, Mickey 17 reage mal ao ser alimentado com carne experimental e analgésicos. Kai salva Mickey 17 de ser executado e o leva para seus aposentos, mas Mickey 17 foge de volta para Nasha quando Kai tenta seduzi-lo.
Nasha descobre sobre os clones e os aceita, mas Kai encontra o trio e tenta denunciá-los. Quando Mickey 17 informa o 18 sobre o incidente no jantar, um 18 enfurecido decide matar Marshall em uma cerimônia pública de inauguração de uma rocha de Niflheim para comemorar a expedição. Dois filhotes de Rastejantes, Luko e Zoco, emergem da rocha, causando pânico. Mickey 17 captura Zoco, mas Luko é morto pela segurança ao assustar Marshall. Nasha impede Mickey 18 de matar Marshall, mas os Múltiplos são expostos, levando à prisão de Mickey 17, 18 e Nasha.
Enquanto isso, milhares de Rastejantes se reúnem fora da nave, clamando por Zoco. Na prisão, a descrição de Mickey 17 sobre os Rastejantes o ajudando faz Nasha perceber que eles são seres sencientes. Timo chega para desmembrar Mickey 17 sob ordens do agiota, que tem um agente na expedição. Mickey 18 se oferece para tomar o lugar do 17 em um ardil, permitindo que Nasha escape e domine Timo, mas a segurança intervém e leva todos para Marshall.
Marshall anuncia seu plano de eliminar os Rastejantes e destrói os backups de memória de Mickey para evitar que ele seja reimpresso. Ylfa convence Marshall a fazer os Mickeys saírem e competirem para coletar rabos de Rastejante para uso culinário, com o vencedor sendo autorizado a viver. Os Mickeys são equipados com coletes-bomba detonáveis remotamente para garantir o cumprimento.
Uma vez fora, os Mickeys procuram o líder dos Rastejantes. Marshall os segue com uma equipe de segurança para eliminar tanto eles quanto os Rastejantes quando não cumprirem sua tarefa. Mickey 17 usa um dispositivo de tradução para avisar a mãe Rastejante sobre o plano de Marshall, e a mãe exige a libertação de Zoco e o sacrifício de um humano em compensação pela morte de Luko. Mickey 17 sinaliza para Nasha libertar Zoco. Ela faz Ylfa de refém para garantir a libertação de Zoco, e agentes de segurança, trabalhando secretamente contra Marshall, prendem Ylfa. Mickey 18 luta contra Marshall e detona seu colete, matando a si mesmo e a Marshall para atender às exigências dos Rastejantes.
Depois, Mickey 17 e o restante da expedição fazem as pazes com os Rastejantes, os colaboradores de Marshall e Ylfa enfrentam a justiça, e Ylfa se mata. O associado do agiota ataca Timo, mas Timo o mata em legítima defesa e usa o incidente para testemunhar contra o agiota. Nasha se junta ao conselho de liderança da colônia. A primavera chega e, durante a cerimônia de inauguração da colônia, Mickey 17, agora novamente chamado Mickey Barnes, destrói o dispositivo de clonagem, encerrando o programa dos Descartáveis.
2. Elenco
- Robert Pattinson como Mickey Barnes, um funcionário descartável em Nilfheim, atualmente em sua décima sétima (e depois, décima oitava) iteração.
- Naomi Ackie como Nasha Adjaya, uma agente de segurança, interesse amoroso de Mickey e namorada de um de seus clones anteriores.
- Steven Yeun como Timo, um piloto e amigo de infância de Mickey.
- Mark Ruffalo como Kenneth Marshall, um político egocêntrico com planos sinistros para Nilfheim.
- Toni Collette como Gwendolyn, a manipuladora e controladora esposa de Marshall.
- Holliday Grainger como Gemma.
- Anamaria Vartolomei como Kai Katz.
- Thomas Turgoose Soldado Bazooka.
- Angus Imrie como Shrimp Eyes.
- Cameron Britton como Arkady, chefe da equipe de ciência.
- Patsy Ferran como Dorothy
- Daniel Henshall como Preston, assistente pessoal de Kenneth Marshall.
- Steve Park como Agente Zeke, chefe da equipe de segurança.
- Tim Key como Pigeon Man.
- Samuel Blenkin como Devedor Inadimplente
3. Produção

Uma adaptação cinematográfica do livro Mickey7, de Edward Ashton, foi anunciada antes mesmo de sua publicação, em janeiro de 2022, com Bong Joon-ho assumindo a escrita, direção e produção para a Warner Bros. Pictures, e Robert Pattinson em negociações para estrelar o filme.[13] Charles Yu contribuiu com material literário adicional para a adaptação.[14]
Bong Joon-ho se interessou pelos conceitos apresentados no livro, mas fez diversas alterações nos personagens, incluindo a modificação da personalidade de Mickey para torná-lo um pouco mais ingênuo.[15] Ele escreveu o roteiro em 2021 com base em um rascunho inicial do livro e afirmou que nenhum dos personagens foi concebido como uma representação de políticos ativos.
Robert Pattinson foi a primeira escolha de Bong para interpretar um papel duplo, e o ator aceitou imediatamente a oferta.[16] Pattinson improvisou várias falas como Mickey 18, um personagem que começa com uma personalidade agressiva e, ao longo da trama, evolui para alguém que deseja proteger Mickey 17.[17]
Bong fez o storyboard de cada sequência antes das filmagens.[18] Robert Pattinson ajudou a revisar parte do roteiro para adicionar "humor e expressões coloquiais que eu nunca teria encontrado de outra forma". Ele também baseou parte de sua atuação em Jim Carrey em Debi & Lóide, destacando semelhanças nas cenas de comédia física. Bong manteve o privilégio de corte final, apesar de um atraso na edição.[19] Para diferenciar os dois principais Mickeys, Pattinson adotou sotaques distintos para cada um, comparando-os aos personagens Ren & Stimpy da animação de mesmo nome. Durante a leitura inicial do roteiro, ele imitou as vozes de Johnny Knoxville e Steve-O, do Jackass, mas Bong pediu que ele não fizesse a voz de Steve-O.[20]
Robert Pattinson foi confirmado no elenco em maio de 2022, com Naomi Ackie, Toni Collette e Mark Ruffalo se juntando à produção.[21] Em julho, Steven Yeun também foi escalado.[22] Tim Key foi escolhido após uma ligação, já que Bong queria especificamente que ele interpretasse um determinado papel.[18] As filmagens começaram em 2 de agosto de 2022, nos estúdios da Warner Bros. em Leavesden,[23] e foram concluídas em dezembro do mesmo ano.[24] A pós-produção foi finalizada em janeiro de 2023.[25]
4. Lançamento

Mickey 17 foi lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 7 de março de 2025, pela Warner Bros Pictures.[26] Estava originalmente programado para ser lançado em 29 de março de 2024.[27] No entanto, foi retirado do cronograma de lançamento por tempo indeterminado em janeiro de 2024 devido à greve da SAG-AFTRA de 2023 e atrasos na pós-produção, com Godzilla x Kong: The New Empire sendo lançado nessa data,[28][29] antes de o filme receber a data de lançamento para 31 de janeiro de 2025.[30] Em março de 2024, foi anunciado que o filme seria lançado na Coreia do Sul em 28 de janeiro de 2025, três dias antes de seu lançamento mundial.[31] Em novembro de 2024, foi anunciado que o filme seria adiado para 18 de abril de 2025.[32][33] Um mês depois, foi anunciado que o lançamento seria antecipado para 7 de março de 2025, nos Estados Unidos.[26] O filme estreou no 75.º Festival Internacional de Cinema de Berlim, em 15 de fevereiro de 2025,[34][35] antes de ele ser lançado na Coreia do Sul em 28 de fevereiro de 2025, uma semana antes de seu lançamento mundial.[4][36][37]
Em Portugal e no Brasil, o filme foi lançado em 6 de março de 2025.[38][39]
5. Recepção
5.1. Bilheteria
Na Coreia do Sul, o filme estreou em 28 de fevereiro de 2025 e registrou a maior estreia pós-pandemia da Warner Bros., arrecadando US$ 1,7 milhão e superando o recorde anteriormente estabelecido por The Batman (2022), estrelado por Robert Pattinson.[40] No fim de semana de estreia, o longa faturou US$ 9 milhões.[41]
Nos Estados Unidos e no Canadá, Mickey 17 tem uma previsão de bilheteria entre US$ 35 e 45 milhões em seu fim de semana de estreia, exibido em 3.770 cinemas. Para atingir o ponto de equilíbrio, o filme precisa arrecadar entre US$ 240 e 300 milhões mundialmente.[42]
5.2. Resposta da crítica
No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, 84% das 137 avaliações dos críticos são positivas, com uma classificação média de 7,3/10. O consenso do site afirma: "Mickey 17 marca o retorno de Bong Joon-ho à sua especialidade: uma ficção científica excêntrica com uma crítica social mordaz no centro, provando que nunca se pode ter Robert Pattinsons demais."[43]
O Metacritic, que usa uma média ponderada, atribuiu ao filme uma pontuação de 74 em 100, baseado em 40 críticos, indicando críticas "geralmente favoráveis".[44]
Robbie Collin, do The Daily Telegraph, deu ao filme 4 de 5 estrelas e destacou: "Como em grande parte do trabalho de Bong, sua abordagem versátil aos gêneros mantém o público atento. O filme oscila entre pastelão, absurdo e terror, muitas vezes dentro de uma única cena, como na recorrente visão de mais um clone de Pattinson caindo da impressora de carne com um som de flumph de salsicha."[45]
Jacob Oller, do The A.V. Club, descreveu o filme como "Uma crítica de ficção científica desajeitada, prolixa e absurdamente divertida sobre o presente desumanizante em que vivemos."[46]
Uma crítica menos entusiasmada veio de Richard Lawson, da Vanity Fair, que considerou o filme "uma decepção em relação a Parasita". Ele afirmou: "Talvez, se Bong tivesse se concentrado mais na ideia dos clones, explorando de forma mais profunda o tratamento destrutivo do mundo corporativo em relação aos trabalhadores, ele poderia ter alcançado algo impactante e até profundo. No entanto, ele acaba se encantando demais com suas criaturas estranhas e com piadas genéricas sobre tiranos mesquinhos obcecados por câmeras de TV. Com sua atenção dispersa, Mickey 17 se parece menos com uma nova declaração de um grande mestre e mais com um frenético doom scroll no TikTok que não leva a lugar nenhum."[47]
Jocelyn Noveck, da Associated Press, deu ao filme 2 de 4 estrelas, dizendo que, embora a repetitiva morte do personagem de Pattinson seja um artifício narrativo interessante e um dos pontos altos da obra, "grande parte do filme se perde em um caos narrativo, exageros e excessos desnecessários."[48]
Célio Silva, do G1, afirmou que o filme, uma mistura de ficção científica e crítica social, explora as relações humanas de forma inusitada. Segundo ele, Bong Joon Ho conduz a narrativa em um ritmo irregular, alternando entre momentos contemplativos e sátira política. O roteiro mescla política e religião, gerando humor por meio de figuras de autoridade desastradas, embora alguns personagens sejam pouco desenvolvidos. Silva também destaca o impressionante visual do filme, elogia a atuação de Robert Pattinson e ressalta que Steven Yeun não foi bem aproveitado na trama.[49]
Notas
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Este artigo se baseia no artigo da Wikipédia «Mickey 17», sob a licença CC BY-SA 4.0. A lista de autores está no histórico de edições. Os créditos de cada imagem aparecem abaixo dela.

